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SHOW DE MADONNA NO BRASIL QUER HOMENAGEAR VÍTIMAS BRASILEIRAS DE AIDS

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O tempo passou e faltam menos de duas semanas para o show gratuito da Rainha do Pop na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

As expectativas para o espetáculo são altas e novas informações foram reveladas em uma entrevista para a coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal “Folha de S.Paulo”. Sasha Kasiuha, responsável pelos vídeos e efeitos visuais das apresentações, contou alguns detalhes interessantes sobre o show.

O homem diz que trabalhar com Madonna é inspirador: “Ela traz uma criatividade e dedicação infinitas para cada projeto”, e é esse conceito de singularidade que vai ser aplicado especialmente para o público brasileiro. Além das mudanças técnicas que terão de ocorrer em razão do tamanho do show no Rio, que vai ser o maior de toda a turnê “The Celebration Tour”, haverá alterações com referência ao momento em que a artista canta “Live to Tell”.

Esse é um dos momentos mais emocionantes e sensíveis do show, quando Madonna homenageia as vítimas da Aids por meio de um mosaico de fotos. O grupo está trabalhando para que essas imagens mostrem rostos de brasileiros que morreram em decorrência da doença no tributo.

Sasha conta que a ideia é trazer imagens de pessoas anônimas e famosas que já foram vítimas da enfermidade. “Eu sei que a maioria das pessoas realmente presta atenção às figuras famosas que foram levadas pela doença. Mas acho que é realmente importante para nós enfatizar que a epidemia não estava afetando apenas as celebridades, os atores, pintores e músicos, mas também muitas pessoas comuns, amigos dos amigos e famílias.”, disse ele à Mônica Bergamo. Nesse contexto, o cantor Cazuza seria um dos homenageados, segundo o produtor.

O projeto se inspira no perfil do Instagram @TheAidsMemorial para escolher as pessoas homenageadas. A página é uma espécie de memorial virtual que revive e narra as histórias de vidas ceifadas pela AIDS, além de incluir depoimentos de familiares e amigos enlutados.

A relação de Madonna com o ativismo da Aids não é recente. Desde o final dos anos 80, quando a doença era permeada por preconceitos e a epidemia estava em expansão, a cantora reservou uma página completa do encarte de seu álbum “Like a Prayer” para informar a comunidade LGBTQIA+ sobre medidas de prevenção e combate ao HIV, desmistificando mitos e crenças errôneas sobre o vírus.